| O Vibrador Viajante

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Apresentado por
Graça Frees

Graça Frees é criadora do Nú Entre Amores — um confessionário moderno sobre desejo, intimidade e verdade emocional.
Sua voz percorre os espaços onde o amor pulsa sem roteiro: entre a pele e o silêncio, entre o medo e a entrega.
Com sensibilidade e coragem, ela convida para conversas nuas — aquelas que não cabem nas versões editadas da vida.
Mais do que um podcast, seu trabalho é um convite: sentir mais, esconder menos.

Às vezes, o prazer não faz só tremer… faz viajar.
E, com um pouco de destino (ou azar), ele vibra na hora errada, e exatamente no lugar certo.

Este é o Quadro Pistache,
onde as histórias são safadinhas, atrevidas e sempre com uma pitada deliciosa de humor.

Hoje, você vai ouvir uma história digna de comédia romântica erótica,
daquelas que fazem a gente corar, rir e pensar:

“Eu faria diferente… ou exatamente igual?”

Prepare-se para o episódio:
O Vibrador Viajante.

Se sexo já é tabu para muitos,
brinquedos eróticos são quase tratados como contrabando internacional.

Guardados a sete chaves, escondidos no fundo da gaveta,
carregando culpas e medos que não fazem o menor sentido.

Na história de hoje,
a vergonha e o desejo se misturam com humor, surpresa e um toque de caos.
Porque às vezes, rir da própria sexualidade é a forma mais leve e libertadora de vivê-la.

O Vibrador Que Foi Mais Aventureiro Que a Dona

O Aeroporto

Antonela, 32 anos, arquiteta, estava prestes a embarcar para suas sonhadas férias na Grécia.
Sol, mar azul, vinho branco… e, quem sabe, um prazerzinho a mais.

Antes de fechar a mala, seus olhos caíram sobre a gaveta da cama.
Lá estava ele:
seu vibrador favorito, rosa-choque, pequeno, fiel — o tipo de companhia que nunca decepciona.

Ela hesitou por três segundos.
E então:

— “Ah… eu levo.”

Escondeu o vibrador numa bolsinha de maquiagem, acreditando que ninguém jamais descobriria.

Até chegar o momento da esteira do raio-X.

A cena:

  • segurança franzindo a testa
  • outro segurança se aproximando
  • cochichos suspeitos
  • dedo apontando para a tela

— “Senhora, pode abrir a bagagem?”

Antonela gelou.
Abriu.
O agente achou a bolsinha.
E lá estava ele: rosa, brilhante, vibrante — mesmo desligado.

Silêncio.
Uma passageira riu baixinho.
Antonela queria desmaiar.

Mas o segurança apenas disse, com um pigarro desconfortável:

— “Este item não é proibido. Pode seguir.”

Enquanto ela saía correndo, ouviu atrás:

“Boa viagem, moça… vai ser animada, hein?”

O Hotel (e a camareira mais querida do mundo)

Em Santorini, Antonela só queria esquecer o mico.

Banho quente.
Vinho.
Lençóis brancos.
E, claro, o companheiro rosa que sobreviveu ao aeroporto.

Ela dormiu feliz.
Tão feliz que esqueceu o vibrador nos lençóis —
que rolou, caiu no chão e ficou ali, inerte, como um soldadinho derrotado após cumprir sua missão.

Na manhã seguinte, a camareira arrumou o quarto.

Quando Antonela voltou, encontrou o ambiente impecável, perfumado…
e o vibrador rosa colocado com todo carinho em cima do travesseiro,
como se fosse parte da decoração.

Antonela gargalhou até perder o fôlego.

Será que a camareira quis dar um recado?
Será que quis incentivar?
Ou será que apenas apreciava uma boa história?

O fato é que o vibrador já tinha fãs internacionais.

O Passeio de Barco

No terceiro dia, Antonela fez um passeio de barco pelas águas turquesa da ilha.
Conheceu Javier e Lucía — um casal espanhol leve, alto astral e com uma taça de vinho sempre cheia.

Conversando sobre noite, praias e aventuras, Lucía disse, sem filtro:

— “Siempre llevo mis juguetes cuando viajo.”

Antonela ficou corada.
Mas a taça já tinha subido a coragem.

Então ela contou tudo:
o aeroporto, o constrangimento, a camareira e o vibrador decorativo.

Foi gargalhada atrás de gargalhada.
Lucía chorava de rir.
Javier batia na madeira do barco pedindo ar.

— “Chica… lo prazer não pede desculpas!” — disse Lucía, brindando com ela.

E ali Antonela percebeu:
quem tem que rir da própria sexualidade é você — antes que o mundo ria no seu lugar.


O Final Inesperado (ou: o vibrador queria se despedir com estilo)

Última noite.
Antonela guarda o vibrador com carinho na mala — agora sem vergonha.

No aeroporto da volta, ao colocar a mala no compartimento do avião…

bzzzzzzzzzz.

Primeiro tímido.
Depois… insistente.
Quase animado.

As pessoas começam a olhar.
Antonela toca a mala com desespero disfarçado.
O vibrador vibra ainda mais, como se tivesse vida própria.

Um homem ao lado, com sorriso travesso, comenta:

— “Viajar sozinha… mas não desacompanhada, né?”

Antonela respira fundo, olha para ele e responde:

“Melhor companhia é aquela que nunca deixa a gente na mão.”

Risadas ao redor.
O vibrador finalmente silencia.
Antonela senta na poltrona com dignidade absoluta.

E pensa:

talvez liberdade seja exatamente isso —
rir do que antes te envergonhava.

Reflexão

Rir também é forma de cura.
Rir do que um dia nos deu vergonha.
Rir do que já escondemos.
Rir do que ainda tentamos controlar.

Antonela aprendeu que:

  • prazer não é ridículo
  • brinquedo não é tabu
  • vergonha é opcional
  • e humor é libertador

Talvez o maior tabu não seja o sexo,
mas a dificuldade de relaxar diante do desejo.

Perguntas Para Refletir

  • Você já viveu um momento constrangedor com sua sexualidade?
  • Qual te assusta mais: ser vista desejando, ou sendo desejada?
  • Se o prazer tivesse mais humor… você teria mais liberdade?
  • Você já riu de algo que era para ser sensual?

Esse foi mais um episódio do Nú Entre Amores, no quadro Pistache,
onde o prazer vem com risadas, leveza e zero vergonha de existir.

Se gostou, compartilhe com alguém que ama uma boa história.
Siga o podcast, ative o sininho — e lembre-se:

O prazer não precisa ser sempre sério.
Às vezes ele é ainda melhor quando faz a gente gargalhar.

Até o próximo episódio.

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Episódio 15